A mulher havia sido presa e liberada no início da semana, e ontem invadiu o Hospital Municipal da cidade junto com o irmão e um comparsa para matar o suposto denunciante

foto: Higor Vinícius
Na terça (15), a Polícia Militar se deslocou para Colinas do Sul, para apurar uma denúncia anônima, que apontava a localização de um suposto ponto de drogas.
Chegando no local indicado, a equipe encontrou duas jovens numa moto. Ao serem abordadas, ambas negaram se tratar de uma “boca”. Alegando ser apenas a casa da mãe e da sogra das jovens, respectivamente.
Uma das mulheres que estava na motocicleta, portava uma pequena porção de drogas de uma quantia em dinheiro. Ao adentrarem a residência, a Polícia Militar encontrou mais drogas no local.
Foram recolhidas porções de maconha e cocaína, balança de precisão, cinco aparelhos celulares, mais de mil reais em dinheiro, duas máquinas de cartão, e também alguns cartões de crédito.
Quatro pessoas foram encaminhadas para a delegacia da polícia: as duas jovens da motocileta, a mãe de uma delas e um homem.
Já na delegacia, a mãe assumiu a autoria do crime, afirmando ser a dona da droga apreendida em sua residência., e por isso, os outros três indivíduos foram liberados.
Invasão a Hospital Municipal
De volta às ruas, a filha da mulher presa suspeitou que um conhecido da família, um suposto usuário de drogas, identificado como Jamanta, seria o autor da denúncia que culminou com a prisão de sua mãe.
Motivada por vingança, ela proferiu ameaças a autoridades e servidores públicos através de redes sociais.
O irmão dela, decidiu perseguir o rapaz, com o intuito de matá-lo, para vingar a prisão de sua mãe, Lucélia.
Jamanta buscou abrigo no Hospital Municipal, quando foi perseguido pelo rapas e um comparsa, que invadiram o local à procura da vítima, mas que conseguiu escapar com vida.
De acordo com a Polícia Militar, o rapaz cumpria prisão provisória em Aparecida de Goiânia e havia sido solto no início de outubro.
Ele e o comparsa, foram presos na zona rural de Colinas do Sul, na tarde de ontem, por uma equipe da PM de Niquelândia, com o apoio da CPE e da Agência Local de Inteligência (ALI).
Um fato que chamou bastante atenção é a idade dos envolvidos, todos muito jovens, na faixa dos vinte e poucos anos. O comparsa, por exemplo, tem apenas 20 anos.