Em um episódio inédito na história política de Niquelândia, a atual administração municipal enfrenta graves acusações. Após a derrota do candidato apoiado pelo prefeito nas últimas eleições, surgiram denúncias de que a prefeitura não repassou milhões de reais do duodécimo, valor destinado à Câmara de Vereadores. Como consequência, servidores da câmara, vereadores e seus assessores estão sem receber seus salários, agravando ainda mais a crise administrativa.
O duodécimo é um repasse obrigatório previsto por lei, que assegura o funcionamento da Câmara Municipal e o pagamento de seus funcionários. No entanto, fontes indicam que os recursos foram utilizados para fins que não correspondem às suas finalidades legais. Esse fato, além de comprometer as atividades legislativas, levanta preocupações sobre a gestão e a transparência no uso dos recursos públicos, praticando o chefe do executivo crime de responsabilidade e como consequência terá suas contas públicas rejeitadas pelo TCM.
Especialistas apontam que o episódio reflete uma tentativa de desestabilizar as instituições municipais após a rejeição popular nas urnas. A falta de pagamento dos valores da Câmara, fere o princípio da separação dos poderes, garantidos pela constituição federal, colocando em risco a independência e a separação dos poderes, também evidencia o impacto direto de decisões controversas na administração pública.
Esse cenário ressalta a importância de uma administração transparente e responsável, especialmente em momentos de transição política. Os próximos passos serão cruciais para determinar os impactos desta crise na governança municipal e na confiança da população nas instituições públicas.
