Entre os principais problemas que foram expostos, destaca-se o não pagamento da folha de dezembro de 2024, além de graves irregularidades envolvendo recursos destinados a áreas essenciais, como saúde, educação e o funcionalismo público.
O prefeito começou sua fala mencionando o Fundo Municipal de Saúde (FMS), que possui um saldo de mais de R$ 3 milhões. No entanto, ele afirmou que esses recursos não podem ser utilizados para quitar os salários dos servidores da área da saúde. A situação é ainda mais dramática quando se observa que, para o pagamento da folha de dezembro, o município tem pouco mais de R$ 6 mil disponíveis, enquanto o total da folha de pagamento ultrapassa R$ 228 mil.
Outro ponto crítico levantado pelo prefeito foi o destino do dinheiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), que deixou um saldo de pouco mais de R$ 1 milhão. Esse valor poderia ser utilizado para pagar os servidores da educação, mas, segundo o gestor, foi desviado para o pagamento de fornecedores, algumas das empresas contratadas já estão sendo investigadas por fraudes contra a administração pública.
No caso do Fundo Municipal de Educação (FME), o prefeito afirmou que o saldo em conta é superior a R$ 400 mil, mas somente um pouco mais R$ 17 mil podem ser utilizados para quitar a folha de pagamento dos profissionais da educação. O valor total da folha de pagamento da educação ultrapassa R$ 1 milhão, o que implica que uma parte significativa dos servidores ficará sem receber.
A crise financeira se estende à própria folha de pagamento da prefeitura, que, com cerca de R$ 700 mil mensais, tem à disposição apenas R$ 136 mil. O prefeito explicou que com esse valor será possível pagar apenas um terço dos servidores municipais, o que gera uma enorme insatisfação entre os funcionários públicos, que estão apreensivos quanto ao futuro próximo.
Em relação ao 13º salário, o prefeito foi claro: não há recursos disponíveis para o pagamento.