O cenário político nacional voltou a esquentar com declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que criticou duramente o ex-presidente Jair Bolsonaro ao abordar questões fiscais. Em um evento realizado no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (30), o ministro fez um contraponto direto às recentes falas de Bolsonaro sobre aumento de impostos no país.
Segundo Haddad, durante o mandato do ex-presidente, a tabela do Imposto de Renda permaneceu congelada, o que, na visão do atual governo, contribuiu para penalizar justamente a parcela da população que teve pequenos reajustes salariais, impactados apenas pela inflação. Ele apontou esse congelamento como um dos fatores mais onerosos para o contribuinte comum.
A equipe econômica do governo atual apresentou, ainda em março deste ano, o Projeto de Lei nº 1.087/2025. A proposta amplia a faixa de isenção para até R$ 5 mil mensais e reduz a carga tributária sobre rendas entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Em contrapartida, cria-se uma nova faixa mínima de tributação para rendimentos superiores a R$ 600 mil por ano, com uma alíquota efetiva que só alcança 10% para quem ganha acima de R$ 1,2 milhão anuais.
As críticas de Haddad vão além da área tributária. O ministro fez duras comparações entre o comportamento de Lula durante o período em que esteve preso e a atual postura de Bolsonaro diante das investigações relacionadas aos atos de 2022. Haddad destacou o que chamou de “fuga constante de debates” por parte do ex-presidente, sugerindo que ele tenta evitar responsabilidades ao buscar anistia antes mesmo de ser julgado.
O embate evidencia um momento de forte polarização, onde medidas fiscais e condutas políticas voltam ao centro das atenções nacionais.

