O Sistema Único de Saúde (SUS) se prepara para oferecer gratuitamente um novo método contraceptivo de longa duração: o Implanon. Trata-se de um implante subcutâneo que libera gradualmente o hormônio etonogestrel, capaz de prevenir gravidez por até três anos com alta taxa de eficácia. O dispositivo, que pode custar até R$ 4 mil na rede privada, será agora acessível sem custos para a população.

A inclusão do Implanon na rede pública foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), após solicitação do Ministério da Saúde. A iniciativa visa ampliar as opções de planejamento familiar e reduzir os índices de gestações não planejadas no país, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade social.

A previsão é que a distribuição do novo contraceptivo comece nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ainda no segundo semestre deste ano. Segundo o Ministério, a meta é disponibilizar cerca de 1,8 milhão de unidades do implante até 2026. O investimento previsto para a aquisição e logística do produto gira em torno de R$ 245 milhões.

O Implanon é inserido sob a pele do braço por um profissional capacitado, em um procedimento simples, rápido e com baixo índice de efeitos colaterais. Sua principal vantagem, além da eficácia prolongada, é a ausência da necessidade de manutenção contínua, como ocorre com pílulas ou injeções mensais.

Essa medida representa um avanço importante na política de saúde reprodutiva do país, reforçando o compromisso do SUS com o acesso gratuito a métodos contraceptivos modernos e eficazes, com foco na autonomia das mulheres e no fortalecimento da atenção básica.

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