A temperatura política internacional subiu mais um grau nesta segunda-feira (7), após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se posicionar de forma dura e direta contra as recentes declarações de Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, que acusou o governo brasileiro de perseguir Jair Bolsonaro e classificou o processo judicial do ex-mandatário como uma “caça às bruxas”.
Sem mencionar nomes, Lula foi claro ao afirmar que a democracia no Brasil é responsabilidade dos brasileiros e que o país não aceitará “interferência ou tutela de quem quer que seja”. O petista também frisou que ninguém está acima da lei, inclusive os que atentaram contra o Estado de Direito.
A reação veio após Trump publicar, em sua rede Truth Social, que Bolsonaro deveria ser julgado “pelo povo” e não pelo Supremo Tribunal Federal. Em resposta, Lula reforçou que o Brasil é soberano, com instituições fortes e independentes, e que a justiça brasileira seguirá firme contra qualquer tentativa de golpe ou afronta à democracia.
O embate não passou despercebido. A mensagem do presidente brasileiro ecoou como um recado direto não apenas aos líderes internacionais que tentam influenciar os rumos do país, mas também aos aliados de Bolsonaro que ainda alimentam narrativas golpistas.
O momento é crítico. O Brasil vive a ressaca dos ataques de 8 de janeiro, o julgamento de dezenas de réus por atos antidemocráticos, e um cenário de polarização extrema. Em meio a tudo isso, Lula sobe o tom e reforça que a justiça e a Constituição estão acima de qualquer figura política.
Enquanto os bastidores internacionais fervem, a pergunta que paira no ar é: até onde vai essa queda de braço global?

