Um novo capítulo eletrizante da crise política entre Brasil e Estados Unidos ganha contornos ainda mais sombrios. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), em um vídeo gravado em solo americano e publicado neste fim de semana, elevou o tom e fez um apelo explosivo ao presidente Donald Trump: aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e demais figuras políticas brasileiras por supostas violações de direitos humanos.
O parlamentar, que está refugiado nos EUA desde março, pede o uso da temida Lei Magnitsky, instrumento jurídico norte-americano utilizado para punir governos e autoridades acusadas de corrupção e autoritarismo. A movimentação de Eduardo ocorre justamente no momento em que o Brasil enfrenta sérias turbulências econômicas após a imposição de uma tarifa de 50% por Trump sobre produtos brasileiros.
Na tentativa de pintar o Brasil como uma “democracia falida”, Eduardo Bolsonaro reforçou a narrativa de perseguição política contra sua família e alegou que a oposição está sendo impedida de participar das eleições de 2026, num paralelo direto ao regime autoritário de Nicolás Maduro, na Venezuela.
Em um gesto considerado de afronta diplomática, ele ainda insinuou que o governo Lula mantém relações perigosas com grupos extremistas internacionais, citando a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin em uma cerimônia no Irã ao lado de representantes do Hamas, Hezbollah e outros grupos militantes.
As declarações inflamam ainda mais o clima entre Brasília e Washington e colocam em xeque a imagem institucional do Brasil no exterior. A Polícia Federal e o Itamaraty acompanham com atenção os desdobramentos do caso, que pode evoluir para uma crise internacional sem precedentes.

