“PAIXÃO INTERNACIONAL?” Bolsonaro se derrete por Trump e ignora críticas feitas ao Brasil

Em mais um episódio que escancara a inusitada relação entre dois dos líderes mais controversos do século XXI, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a manifestar publicamente sua profunda admiração pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump. Em entrevista concedida nesta terça-feira (15) ao portal Poder360, Bolsonaro foi categórico ao afirmar que é “apaixonado” por Trump, pelos Estados Unidos e por toda a estrutura política da nação norte-americana.

A declaração pegou mal em parte do cenário político nacional, especialmente por ser feita dias após Trump disparar críticas severas contra o Brasil, ameaçando inclusive com medidas econômicas duras contra o país. Ainda assim, Bolsonaro parece ignorar completamente o tom hostil vindo do exterior e segue firme em sua devoção ao aliado republicano.

O ex-presidente brasileiro chegou a dizer que não sabe “o que se passa na cabeça de Trump”, mas ainda assim reforçou que o ex-mandatário dos EUA é um exemplo a ser seguido. A relação entre ambos, marcada por elogios mútuos durante seus respectivos governos, ganhou contornos de submissão emocional — segundo críticos — quando se observa que Trump sequer convidou Bolsonaro para sua posse presidencial, ignorando qualquer cerimônia diplomática entre os dois.

O episódio levanta novamente o debate sobre a postura subserviente de líderes nacionais frente a potências estrangeiras, sobretudo quando interesses geopolíticos estão em jogo. Para muitos analistas, o tom quase reverencial de Bolsonaro em relação aos EUA expõe uma perigosa dependência ideológica que pode comprometer a autonomia estratégica do Brasil no cenário internacional.

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