A política internacional mergulhou num novo episódio tenso e altamente controverso. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) divulgou publicamente uma carta recebida de Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, com declarações que causaram forte impacto na cena política brasileira e internacional.
Na mensagem, Trump demonstra insatisfação com o processo judicial que Bolsonaro enfrenta no Brasil, classificando-o como vítima de um sistema “injusto e perseguidor”. O ex-mandatário norte-americano ainda critica duramente o atual governo brasileiro, apontando supressão de liberdades e censura política como ações autoritárias. A carta termina com uma promessa: ele está de olho no que acontece por aqui.
A resposta de Bolsonaro veio em tom de alívio e reconhecimento. Em vídeo divulgado em suas redes, ele agradeceu pela “solidariedade” do líder americano e reforçou que está sendo acusado de um golpe de estado “sem armas, sem tropas e à distância” — fazendo referência ao período em que estava fora do país.
O ex-presidente também voltou a questionar a existência do crime pelo qual é investigado e reiterou que o julgamento é, segundo ele, um ataque claro à liberdade de expressão e ao direito de oposição política.
A troca de mensagens entre os dois ex-chefes de Estado reacende o debate sobre os limites da influência estrangeira em assuntos internos do Brasil, ao mesmo tempo, em que alimenta a polarização dentro do cenário político nacional.
Enquanto apoiadores de Bolsonaro celebram a carta como prova de prestígio internacional, críticos apontam a atitude como interferência externa perigosa e inoportuna.


