Cenário de terror: ventos colossais, chuva implacável e população em pânico. Esse é o retrato deixado pela passagem do Tufão Wipha na província de Guangdong, no sul da China, onde cenas impressionantes foram registradas por moradores e compartilhadas nas redes.
As imagens mostram pessoas desesperadas tentando se proteger do vendaval que varreu a cidade de Zhuhai. Perto da Ópera local, indivíduos foram arrastados pelos ventos fortíssimos, enquanto outros corriam em busca de abrigo, com roupas, lonas e até estruturas voando ao redor.
O Wipha tocou o solo na cidade costeira de Taishan no fim da tarde de domingo (20), causando destruição e pânico. No rastro do fenômeno climático, Hong Kong amanheceu em alerta: árvores arrancadas pela raiz, andaimes desabando e centenas de voos cancelados. Mais de 280 pessoas precisaram se refugiar em abrigos emergenciais.
Embora o fenômeno tenha perdido intensidade nas horas seguintes — sendo reclassificado como tempestade tropical severa — os efeitos continuam devastadores. O Serviço Meteorológico da China emitiu alerta de enchentes, deslizamentos de terra e desastres ambientais para as regiões costeiras de Guangdong, Guangxi, Hainan e Fujian.
Até a manhã desta terça-feira (22), são esperadas chuvas torrenciais, com risco iminente de tragédias naturais. A força dos ventos já havia atingido 108 km/h (30 m/s), segundo a emissora estatal CCTV, enquanto as autoridades reforçam os chamados de emergência à população.
A destruição causada pelo Wipha reascende o debate sobre os efeitos das mudanças climáticas na frequência e intensidade dos eventos extremos na Ásia.

