O terror rasteja pelas casas de Goiânia. O que parecia ser um problema isolado virou uma verdadeira crise de saúde pública: moradores estão vivendo sob o medo constante de serem atacados por escorpiões que invadiram lares, quartos, banheiros e camas, principalmente nas regiões Leste, Norte e Noroeste da capital.
Com o calor e a estiagem que castiga a cidade, os escorpiões se multiplicaram e passaram a sair do esconderijo com mais frequência. Em apenas 8 meses de 2025, mais de 390 casos de acidentes com picadas foram registrados, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Os números assustam e deixam famílias em alerta, principalmente aquelas com idosos, crianças pequenas e pessoas com saúde vulnerável.
No bairro Recanto das Minas Gerais, uma mãe relatou o pavor de encontrar dois escorpiões vivos no quarto dos filhos em menos de uma semana. A situação se repete em diversos bairros, como Vila Pedroso, Jardim Novo Mundo, Santo Hilário, Jardim Curitiba, Nova Esperança, Morada do Sol, Balneário Meia Ponte e Guanabara, onde terrenos abandonados, acúmulo de lixo e entulho viraram abrigo natural para os animais venenosos.
A orientação das autoridades é clara: limpeza e vedação total de frestas, ralos e buracos. Locais como banheiros, cozinhas e áreas com pouca circulação devem ser vigiados com atenção redobrada. O uso de luvas ao lidar com materiais armazenados e o cuidado ao calçar sapatos ou deitar na cama viraram regras de sobrevivência.
Em caso de picada, o tempo é precioso: corra imediatamente para a unidade de saúde mais próxima, especialmente se a vítima for uma criança. O veneno do escorpião pode causar parada respiratória, convulsões e, em casos graves, morte.
Enquanto o problema se alastra, o medo se instala. Moradores exigem providências das autoridades antes que o surto vire tragédia.

