O caso que abalou Belo Horizonte ganhou contornos ainda mais sombrios. O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, 47 anos, preso pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes na última segunda-feira (11), acumula um passado marcado por episódios de extrema violência e tragédias fatais.

Registros policiais apontam que, desde 2003, Renê esteve envolvido em diversas ocorrências. Há duas décadas, uma companheira o acusou de agressão, caso encaminhado ao Juizado Especial Criminal. Anos mais tarde, outra noiva relatou ter sido atacada durante uma tentativa de reconciliação, afirmando que chegou a ser mordida nas costas.

Em 2011, no Rio de Janeiro, o empresário se envolveu em um atropelamento no Recreio dos Bandeirantes. A vítima, uma mulher de 50 anos, não resistiu aos ferimentos após o impacto — segundo registros, o veículo estava em alta velocidade. Mais recentemente, em 2021, ele voltou a ser denunciado por violência doméstica durante um processo de divórcio.

O crime contra Laudemir ocorreu durante o expediente de coleta de lixo. Após uma discussão no trânsito, testemunhas afirmam que o empresário desceu do carro armado e atirou, acertando o gari nas costelas. A vítima foi socorrida, mas não sobreviveu.

Horas depois, Renê foi encontrado em uma academia e preso. Ele responde por homicídio qualificado e ameaça, com prisão preventiva decretada. Em decisão judicial, o magistrado destacou o “total descontrole emocional e perigosa predisposição para uso de violência letal” como primeira reação a conflitos cotidianos.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil, que apura também se a arma usada no crime pertencia à esposa do suspeito, delegada em Minas Gerais.

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