O Estado de Goiás enfrenta nesta quarta-feira (20) uma onda de calor sufocante que promete elevar os termômetros a níveis alarmantes. Segundo dados do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) e da Secretaria de Meio Ambiente (Semad), o fenômeno conhecido como “bolha de ar quente e seco” está se expandindo sobre todo o Brasil Central, trazendo temperaturas que podem atingir até 38 °C em algumas regiões.

Além do calor abrasador, a umidade relativa do ar deve despencar para índices críticos, chegando a apenas 18% no período da tarde — muito abaixo dos 60% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Especialistas alertam que a situação é preocupante, já que o corpo humano e a saúde da população sofrem forte impacto diante desse cenário.

As regiões norte, leste e oeste do estado já acumulam mais de 100 dias sem chuva, enquanto no centro, sul e sudoeste são quase dois meses de estiagem. Essa ausência prolongada de precipitações contribui para o ar cada vez mais seco e nocivo.

Entre os riscos imediatos estão ressecamento da pele, agravamento de doenças respiratórias, rachaduras nos lábios, coceiras e até fissuras em pés e mãos. Profissionais de saúde recomendam redobrar os cuidados: beber bastante água, usar roupas leves, evitar banhos quentes e prolongados, além de manter ambientes umidificados sempre que possível.

A previsão indica que a bolha de calor deve persistir até o fim de agosto, prolongando o sofrimento dos goianos. A recomendação é clara: atenção máxima à hidratação e cuidados constantes com a pele e a respiração, pois a situação se encontra ao nível de alerta.

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