O cenário em Niquelândia é alarmante: atrasos constantes nos salários dos servidores públicos culminaram em uma paralisação articulada pelo Sintego. A situação é crítica, com relatos de que extratos bancários foram solicitados e negados, gerando ainda mais desconfiança. O prefeito e o secretário de finanças informaram que o saldo disponível nas contas municipais é de apenas R$ 140.000,00, valor insuficiente para quitar a folha salarial. A proposta de priorizar o pagamento dos funcionários administrativos foi levada à classe, mas o descontentamento é generalizado.

A crise não surgiu do nada. Antes das eleições, a gestão municipal aumentou a folha de pagamento com a criação de diversos cargos comissionados, contratos e contratações de estagiários inflando as despesas em milhões de reais. Após o pleito, dezenas de comissionados foram exonerados, mas os danos já estavam feitos. Mesmo com as exonerações, as contas públicas continuam em colapso, e os servidores seguem sem perspectiva clara de receber seus vencimentos em dia.

A revolta toma conta da categoria, que agora exige respostas e ações concretas para reverter o caos administrativo. Enquanto isso, o município enfrenta o risco de uma paralisação generalizada, afetando os serviços essenciais e agravando ainda mais a situação.

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