Uma nova onda de tensão política voltou a tomar conta da capital do país neste domingo, 20 de julho. Em meio à crescente instabilidade no cenário nacional, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocuparam as avenidas de Brasília em um ato ruidoso de resistência e solidariedade, marcado por bandeiras, gritos e cartazes inflamados.
O ponto de encontro foi o Eixão Sul, nas imediações do Banco Central, onde manifestantes se reuniram desde as primeiras horas da manhã para protestar contra o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal. O protesto foi motivado por mais uma etapa da operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs duras restrições ao ex-chefe do Executivo — entre elas, a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de manter contato com o filho Eduardo Bolsonaro e o bloqueio do uso das redes sociais.
A manifestação, que reuniu milhares de apoiadores vestidos de verde e amarelo, foi marcada por falas inflamadas contra o STF, críticas às ações da PF e palavras de ordem exigindo “liberdade” e “respeito à democracia”. Os ânimos se exaltaram diante das últimas medidas judiciais, vistas por muitos manifestantes como uma tentativa de calar a oposição e restringir direitos políticos.
Mesmo sob vigilância intensa das forças de segurança, os bolsonaristas mantiveram o protesto pacífico, mas o clima de revolta era evidente. Vários parlamentares e figuras públicas ligadas à direita estiveram presentes, intensificando o tom do ato.
Enquanto a polarização política do Brasil se intensifica, cresce também o clamor de uma parcela da população que, diante das investigações e decisões judiciais, vê no ex-presidente um símbolo de resistência contra o que consideram perseguição institucional.

