O julgamento dos sete policiais militares envolvidos na ocorrência que ficou conhecida como “Chacina de Cavalcante” terminou na madrugada desta quinta-feira (21/08), em Goiânia, após três dias de sessão. O caso resultou na morte de quatro homens em janeiro de 2022, durante uma ação policial na região nordeste de Goiás.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), as vítimas foram executadas com 58 disparos de arma de fogo. O julgamento, presidido pelo juiz Lourival Machado da Costa, da 2ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida, contou com a oitiva de 13 testemunhas e foi decidido por júri popular.
Condenações
• Sargento Aguimar Prado de Morais: condenado a 13 anos e 9 meses de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado de Antônio da Cunha Fernandes, de 35 anos.
• Soldado Luís César Mascarenhas Rodrigues: condenado a 6 anos de prisão em regime semiaberto pelo homicídio de Salviano Souza, de 63 anos.
Absolvidos
Outros cinco policiais militares que também eram réus no processo foram absolvidos pelo júri.
Repercussão da defesa
A defesa do soldado Mascarenhas afirmou respeitar a decisão, mas alegou “equívoco na votação de um dos quesitos” e informou que já estuda medidas jurídicas cabíveis para contestar a decisão.
Já a defesa do sargento Aguimar disse que vai analisar a sentença e avalia entrar com recurso de apelação.

