Um novo capítulo de tensão política internacional agitou Brasília e Washington nesta semana. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu com ironia às declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o cancelamento de uma reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.

Haddad havia sugerido que setores da extrema-direita, incluindo o próprio Eduardo, estariam articulando para impedir a aproximação entre Brasil e EUA. Segundo o ministro, não se tratava apenas de questões comerciais, mas de um embate político mais profundo.

Em vídeo publicado no X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro rebateu duramente. “O fracasso é seu, a culpa é sua”, disparou, acusando Haddad de adotar uma política “anti-americana” que tornaria qualquer encontro improdutivo para autoridades norte-americanas. O parlamentar ainda justificou que não controla a agenda do Tesouro dos EUA, mas que a postura ideológica do governo brasileiro teria afastado oportunidades diplomáticas.

Eduardo também criticou a aproximação do Brasil com países e grupos controversos, mencionando ligações com o Hamas, ataques constantes ao ex-presidente Donald Trump e a defesa de uma moeda única para os países do BRICS. Segundo ele, esses posicionamentos prejudicam a imagem do país perante potências internacionais.

Enquanto isso, o próprio deputado, ao lado do jornalista Paulo Figueiredo — atualmente vivendo nos EUA —, já se prepara para uma nova agenda de conversas com autoridades norte-americanas, marcada para esta quarta-feira (13/8) em Washington.

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