Um evento atmosférico incomum chamou a atenção de moradores e turistas no litoral norte de Portugal nos últimos dias: a formação de uma nuvem com formato cilíndrico, conhecida entre os meteorologistas como “Volutus” ou popularmente como “nuvem rolo”. O fenômeno, que não era registrado há cerca de 20 anos no país, surgiu entre as regiões de Figueira da Foz e Esposende, criando um espetáculo visual impressionante no horizonte costeiro.

Esse tipo de nuvem é extremamente raro, pois sua formação depende de uma combinação precisa de fatores naturais. A presença de águas oceânicas frias contrastando com massas de ar quente no continente, aliada à ausência de ventos intensos, cria as condições ideais para que a estrutura tubular da nuvem se desenvolva. No caso específico, a temperatura do Atlântico estava entre 17 °C e 18 °C, enquanto o ar sobre o território continental registrava quase 40 °C.

A chamada “nuvem rolo” surge quando o ar frio da brisa marítima encontra resistência ao tentar avançar sobre o solo aquecido, gerando uma turbulência que provoca o movimento giratório da nuvem sobre seu próprio eixo. O resultado é uma formação alongada e horizontal que se desloca paralelamente à linha da costa, lembrando uma onda ou cilindro de névoa em rotação.

Apesar do aspecto intimidador, o fenômeno não apresenta risco significativo à população. Pode haver variações momentâneas de vento e visibilidade reduzida, mas os sistemas de aviação e navegação marítima estão preparados para lidar com essa condição temporária.

A aparição despertou curiosidade e admiração nas redes sociais, marcando um raro encontro entre ciência, natureza e espetáculo visual nos céus de Portugal.

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