Um momento de total desespero tomou conta da cabine de um voo internacional que partiu de São Paulo com destino à capital holandesa, Amsterdã, nesta quarta-feira (6). Passageiros entraram em pânico após um carregador portátil de celular simplesmente incendiar em pleno ar, liberando uma densa fumaça que se espalhou rapidamente pela aeronave.

Entre os ocupantes estava a jornalista Simone Malagoli, de Santa Catarina, que usou suas redes sociais para relatar o drama vivido a bordo. Segundo seu depoimento, o susto foi tão grande que ela chegou a pensar que não sobreviveria à viagem: “Eu quase mandei mensagem de despedida para os meus pais. Achei que ia morrer ali mesmo.”

O incidente ocorreu faltando ainda cerca de quatro horas para o pouso. De acordo com a testemunha, a origem do fogo e da fumaça era desconhecida no momento inicial, o que aumentou ainda mais o desespero coletivo. “Todo mundo começou a gritar. O cheiro era forte, mas ninguém imaginava que pudesse ser algo tão sério”, contou.

Posteriormente, descobriu-se que o foco do incêndio era um carregador portátil que havia entrado em combustão espontânea. O objeto pertencia a uma passageira que dormia enquanto o equipamento se incendiava. As comissárias de bordo agiram com rapidez e utilizaram o extintor para conter as chamas antes que a situação fugisse totalmente do controle.

Apesar do episódio ter terminado sem feridos, o medo de uma tragédia iminente deixou marcas emocionais nos passageiros. Especialistas alertam para os riscos crescentes de equipamentos eletrônicos falsificados ou mal conservados, que podem superaquecer e causar acidentes — inclusive em ambientes críticos como aeronaves pressurizadas.

O caso reacende o debate sobre a necessidade de regras mais rigorosas quanto ao uso e transporte de dispositivos eletrônicos a bordo de aviões. Em uma cabine cheia de oxigênio e alta pressão, qualquer faísca pode ser fatal.

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