O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras declarações nesta segunda-feira (7) ao rebater indiretamente uma publicação do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que saiu publicamente em defesa de Jair Bolsonaro e acusou o Brasil de perseguição política. Sem citar nomes, Lula reforçou que o Brasil é soberano, dono de suas instituições e não aceitará ser tutelado por líderes estrangeiros.
A resposta foi clara: a democracia brasileira não será ameaçada por influências externas, nem mesmo vindas da mais alta esfera internacional. A tensão ganhou fôlego após Trump, em sua plataforma Truth Social, declarar que Bolsonaro seria vítima de injustiça e prometer acompanhar de perto os desdobramentos judiciais.
Nos bastidores da 17ª Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro, Lula reafirmou que ninguém está acima das leis do país, nem os que atentaram contra o Estado Democrático de Direito. A publicação do ex-presidente americano foi vista por ministros como uma afronta à soberania nacional, o que motivou reações imediatas do governo brasileiro.
O ministro Jorge Messias (AGU) declarou que qualquer tentativa de interferência será “firmemente rechaçada”. Já Gleisi Hoffmann afirmou que o tempo de subserviência aos Estados Unidos acabou.
Enquanto isso, o processo contra Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado segue avançando no STF. Já são 497 condenações por envolvimento direto ou indireto nos atos de 8 de janeiro de 2023. Bolsonaro, que já foi tornado inelegível, é apontado pela Procuradoria-Geral da República como líder de uma organização criminosa com plano autoritário para impedir Lula de assumir o poder.
A crise diplomática silenciosa ganha novos capítulos e o clima entre os dois países é de tensão máxima.

