A tensão geopolítica ganhou contornos dramáticos nesta terça (15), quando o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, alertou que o Brasil — assim como Índia e China — arrisca enfrentar sanções secundárias, com alíquotas de até 100%, caso continue importando petróleo da Rússia. A ameaça ecoa ao lado da proposta dos EUA de estabelecer medidas fiscais severas como retaliação ao apoio indireto a Putin.

Durante reunião com senadores norte-americanos, Rutte destacou que os novos “tarifaços” visam pressionar Moscou a negociar um cessar-fogo. Ele não hesitou ao afirmar que cabe aos países do Brics “ligar para Putin e exigir um compromisso real com a paz” . A proposta dos EUA prevê ainda um prazo de 50 dias para que a Rússia inicie o fim do conflito — caso contrário, a taxa de 100% será colocada em prática.

O recado é agudo: se o Brasil insistir nas importações russas, o impacto econômico pode ser devastador, afetando desde o comércio de derivados até a relação com mercados globais — especialmente se medidas forem aprovadas no Congresso americano.

Para o país, que importou cerca de US$ 5,4 bilhões em diesel russo em 2024, a ameaça deixa claro que o cenário ainda não é meramente diplomático ou econômico — trata-se de um alerta político contundente. A decisão sobre o envio de tropas para a Ucrânia ou retaliações comerciais agora deverá incluir Brasília no centro da discussão global.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *