Uma bomba política sacudiu o cenário goiano nesta semana. Em plena cerimônia oficial e diante do governador do estado de Goiás, o prefeito de Pires do Rio expôs, sem rodeios, o que considera um escândalo de desperdício de dinheiro público: segundo ele, o Governo do Estado gastou R$ 75 milhões em um trecho de apenas 12,4 km de asfalto, levantando suspeitas de superfaturamento gritante.
A denúncia foi feita olho no olho, no palco, com microfone ligado, sem chance de silêncio. O prefeito não economizou palavras ao afirmar que o custo da obra seria incompatível com sua extensão, lançando dúvidas sobre a lisura do contrato e a responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.
O trecho em questão, que deveria representar um avanço na infraestrutura da região, agora se tornou símbolo de um possível rombo milionário — o equivalente a mais de R$ 6 milhões por quilômetro. Em tempos de crise, salários congelados e cidades clamando por investimentos, a denúncia caiu como dinamite nos bastidores do Palácio das Esmeraldas.
O governador, e o presidente da Goinfra, visivelmente desconfortáveis, o chefe de estado tentou contornar a situação, alegando que a obra passou por auditoria. No entanto, o estrago político já estava feito. A plateia, composta por prefeitos, deputados e lideranças regionais, assistiu perplexa ao episódio que deve render investigações, notas oficiais e, possivelmente, uma guerra de narrativas nos próximos dias.
A população cobra transparência, explicações e providências urgentes, pois quando o asfalto vira um buraco nos cofres públicos, é o povo quem paga a conta. E agora, quem vai responder?

