Depois de mais de quatro décadas marcadas pela distância e pela incerteza, mãe e filha voltaram a se encontrar em Goiânia. O reencontro aconteceu na sede do Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID), da Polícia Civil de Goiás, e emocionou familiares e investigadores que acompanharam o caso.
Maria Luiza Gomes Soares, de 68 anos, contou que entregou a filha ainda recém-nascida a uma família adotiva por não ter condições financeiras de criá-la na época. Jovem e sem apoio, ela decidiu se mudar para o Mato Grosso, onde trabalhou por 12 anos na mineração. Durante esse período, perdeu completamente o contato com a família que adotou a criança.
A filha, Ludimila Gomes Duarte, hoje com 41 anos, foi criada por outra família e afirma ter tido uma infância estruturada e cheia de amor. Mesmo assim, sempre carregou o desejo de conhecer suas origens. Incentivada pelo namorado, ela procurou a Polícia Civil e registrou o desaparecimento da mãe biológica, dando início às investigações.
O delegado Pedromar Augusto explicou que, após o registro, a equipe iniciou diligências para identificar a possível genitora. Maria Luiza foi localizada no Setor Santa Helena, em Goiânia, onde vive atualmente com outros quatro filhos. Embora mãe e filha morem na mesma capital, nunca haviam se reencontrado até agora.
Para confirmar oficialmente o vínculo biológico, a Polícia Científica realizou exame de DNA. Até a última atualização do caso, o resultado ainda não havia sido concluído.
O reencontro representa um novo capítulo para as duas. De um lado, a mãe que afirma ter tomado uma decisão difícil diante das circunstâncias da época. Do outro, a filha que buscava compreender sua própria história e identidade. Agora, ambas aguardam a confirmação oficial da maternidade para dar continuidade à reconstrução desse laço interrompido por 41 anos.

