A BR-153, conhecida por ser palco de incontáveis tragédias, voltou a cobrar vidas de forma brutal. Na madrugada desta quarta-feira (16), um micro-ônibus que transportava universitários da UFPA — Universidade Federal do Pará — colidiu violentamente com uma carreta no trecho de Porangatu, Norte de Goiás, próximo à divisa com Talismã (TO). O saldo é devastador: cinco mortos, incluindo três estudantes, o motorista do ônibus e o condutor da carreta. Outros quatro jovens estão internados em estado crítico.
O grupo viajava rumo a Goiânia para participar de um congresso nacional estudantil. O impacto da batida foi tão violento que o micro-ônibus ficou irreconhecível. Estudantes dormiam no momento da colisão, e sequer tiveram tempo de reação. Um segundo veículo da mesma comitiva também se envolveu no acidente, mas, por milagre, não houve feridos.
A rodovia está sob concessão da Ecovias do Araguaia, que cobra pedágios salgados — com valores médios de R$ 15 —, mas ainda não entregou a prometida duplicação no trecho mais crítico entre Jaraguá e Porangatu. Apesar de investimentos em pavimentação e sinalização, a falta de duplicação segue matando. E matando jovens, sonhos e futuros.
Governadores de Goiás e do Pará se pronunciaram nas redes sociais com mensagens de pesar, mas a população já não se comove com promessas. O clamor agora é por ação real, antes que outra tragédia manche novamente o asfalto da BR-153.
A pista foi interditada totalmente para remoção dos corpos e atendimento das vítimas. A comoção é nacional. O sangue dos estudantes agora clama por justiça, por segurança, e por respeito ao cidadão que paga caro para morrer na estrada.

