A decisão de liberar um dos condenados pelos atos de vandalismo ocorridos em 8 de janeiro de 2023 voltou ao centro do debate nacional nesta semana. O Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Alexandre de Moraes, determinou a nova prisão de AntÓnio ClÔudio Alves Ferreira, identificado por câmeras de segurança ao destruir um relógio histórico no PalÔcio do Planalto, peça rara do século XVII presenteada ao Brasil por Dom João VI.
A nova ordem judicial foi expedida após Moraes considerar ilegal a progressĆ£o de regime autorizada por um juiz da Vara de ExecuƧƵes Penais de UberlĆ¢ndia (MG). Segundo o ministro, o magistrado local nĆ£o possuĆa jurisdição para conceder a liberdade ao rĆ©u, pois o processo tramita exclusivamente no STF. AlĆ©m disso, foi solicitada a apuração da conduta do juiz responsĆ”vel pela liberação.
Outro fator que pesou na decisĆ£o foi o tempo de pena cumprido. Apesar da boa conduta carcerĆ”ria alegada na decisĆ£o de primeira instĆ¢ncia, o ministro do STF afirmou que, por se tratar de crimes cometidos com violĆŖncia e grave ameaƧa, o rĆ©u nĆ£o havia completado os 25% mĆnimos exigidos para progressĆ£o. AntĆ“nio havia cumprido apenas 16% da pena.
O caso ganhou ainda mais repercussão após o preso ser liberado sem monitoramento eletrÓnico. Enquanto o TJMG alegou indisponibilidade de tornozeleiras, o Departamento PenitenciÔrio do estado negou a falta dos equipamentos.
Condenado a 17 anos de prisão por participação direta nos ataques às instituições da República, Ferreira jÔ havia acumulado antecedentes por outros crimes em GoiÔs, sem condenações anteriores.

