O silêncio que ecoa no Supremo Tribunal Federal é tão estrondoso quanto a notícia que o antecedeu. Desde que os Estados Unidos anunciaram a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes — por supostas violações de direitos humanos e censura — apenas um único colega de toga se manifestou publicamente: Flávio Dino.
A medida, adotada pela Casa Branca no início da tarde desta quarta-feira (31), incluiu o nome de Moraes em uma lista de sanções internacionais, acusando o ministro de atitudes incompatíveis com a liberdade de expressão e os princípios democráticos — especificamente por seu papel em decisões judiciais no Brasil envolvendo adversários políticos e plataformas digitais.
Dino declarou “solidariedade pessoal” a Moraes, destacando que, em sua opinião, o ministro “está apenas cumprindo seu dever, com honestidade e zelo, conforme os limites constitucionais”. No entanto, o que causa espanto e chama atenção é o silêncio dos demais membros da Suprema Corte.
Gilmar Mendes, o decano da Corte, e Luís Roberto Barroso, presidente do STF — ambos altamente ativos nas redes sociais — não emitiram qualquer declaração pública até o fechamento desta matéria, mesmo diante da proporção internacional que a sanção tomou.
A aplicação da Lei Magnitsky, tradicionalmente utilizada para punir indivíduos acusados de corrupção, censura ou abuso de poder em regimes autoritários, é inédita em relação a uma autoridade do mais alto escalão da Justiça brasileira.
O gesto dos Estados Unidos é visto por analistas como uma tentativa direta de pressionar o Judiciário brasileiro, além de agravar as tensões diplomáticas entre os dois países. A chancelaria brasileira ainda não se manifestou oficialmente sobre o episódio.
Enquanto isso, a ausência de reações firmes por parte do STF alimenta questionamentos e reforça um clima de isolamento em torno de Alexandre de Moraes — um ministro conhecido tanto pela rigidez de suas decisões quanto pelas polêmicas que as acompanham.
A expectativa agora recai sobre os próximos movimentos: o STF irá romper o silêncio? O governo brasileiro responderá à altura? Ou a crise diplomática apenas começou?


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